Espírito evita morte de ente-querido

Na sua primeira semana de exibição, a novela O Profeta, da Rede Globo, mostrou uma cena na qual a personagem Marcos viu uma mulher loira e a acompanhou pensando ser sua paixão repentina. Logo à frente, viu na sacada de uma casa que ardia em chamas, uma criança desesperada pedindo socorro. A mulher entrou na casa e Marcos apressadamente a seguiu. Já na sacada, por entre as labaredas, com a criança nos braços, ficou surpreso quando a mulher vira-lhe o rosto e não era quem ele pensava. Salvou a criança e ficou desacordado após a queda de um raio nas proximidades. Depois, vem a saber que aquela mulher  era a mãe da menina, mas que ela já falecera há tempos.

Conforme registrado em O Livro dos Médiuns, o maior tratado de mediunidade que se tem conhecimento, os Espíritos podem se tornar visíveis, sobretudo durante o sono. Entretanto certas pessoas os vêem também quando acordadas, mas isso é mais raro, pois não basta o Espírito querer mostrar-se; é também necessário que a pessoa tenha aptidão para vê-lo. Essa faculdade pode, como todas as outras, ser desenvolvida pelo exercício, mas é do tipo que o desenvolvimento natural é melhor que o provocado, ocasião em que podemos estimular em excesso a imaginação. Não deve, portanto, ser desenvolvida de maneira forçada.

Todos os Espíritos podem manifestar-se visualmente, mas nem sempre têm permissão nem o desejo de fazê-lo. Também nenhuma espécie de matéria lhe serve de obstáculo: ele atravessa a todas. Dentre os objetivos de suas aparições estão: consolar os que lamentam sua partida; provar que continuam a existir; dar conselhos,  algumas vezes pedir assistência para si mesmos e interceder pelos que amam. É uma visão passageira e suficiente para dar a prova e atestar a presença deles ao nosso lado.

O fato inicialmente narrado, mostrado na ficção também pode acontecer na realidade. Entes-queridos que já partiram para o plano espiritual, podem perfeitamente procurar evitar que tragédias recaiam sobre os que lhe são caros, desde que haja permissão para tal. A personagem citada, por ser portador de faculdade mediúnica (na cena específica mediunidade de vidência, ou seja, ver espíritos em pleno estado normal de consciência), foi o instrumento utilizado por aquela mãe para salvar a filha da morte.



Escrito por Francinaldo às 21h22
[] [envie esta mensagem]



Viver em paz

Telefona-me um amigo no meio da noite, a lamentar que estava bastante triste, em conseqüência de feridas que lhe foram abertas por pessoas que ao invés de procurarem cuidar da sua própria evolução moral e espiritual, ocupam-se em disseminar maledicência. Naturalmente, na tentativa de contribuir para uma mudança de painel mental e conseqüente minimização da sua aflição, conduzi nosso diálogo com base nos sábios ensinamentos do Benfeitor Espiritual Emmanuel, psicografados pelo médium Chico Xavier, registrados na obra Fonte Viva. Eis o grande legado:

"Mantém-te em paz.

É provável que os outros te guerreiem gratuitamente, hostilizando-te a maneira de viver; entretanto, podes avançar em teu roteiro, sem guerrear a ninguém.

Para isso, contudo - para que a tranqüilidade te banhe o pensamento -, é necessário que a compaixão e a bondade te sigam todos os passos.

Assume contigo mesmo o compromisso de evitar a exasperação.

Junto da serenidade, poderás analisar cada acontecimento e cada pessoa no lugar e na posição que lhes dizem respeito.

Repara, carinhosamente, os que te procuram no caminho...

Todos os que surgem, aflitos ou desesperados, coléricos ou desabridos, trazem chagas ou ilusões. Prisioneiros da vaidade ou da ignorância, não souberam tolerar a luz da verdade e clamam irritadiços... Unge-te de piedade e penetra-lhes os recessos do ser, e identificarás em todos eles crianças espirituais que se sentem ultrajadas ou contundidas.

Uns acusam, outros choram.

Ajuda-os, enquanto podes.

Pacificando-lhes a alma, harmonizarás, ainda mais, a tua vida.

Aprendamos a compreender cada mente em seu problema.

Recorda-te de que a Natureza, sempre divina em seus fundamentos, respeita a lei do equilíbrio e conserva-a sem cessar.

Ainda mesmo quando os homens se mostram desvairados, nos conflitos abertos, a Terra é sempre firme e o Sol fulgura sempre.

Viver de qualquer modo é de todos, mas viver em paz consigo mesmo é serviço de poucos."

Que todos nós,amigo leitor, busquemos conduzir nossa jornada com foco no porvir, a partir dos alicerces solidificados nos ensinamentos do Cristo.



Escrito por Francinaldo às 21h21
[] [envie esta mensagem]



Semana Espírita de Mossoró

Preparar o solo fértil e lançar a semente da iluminação e do esclarecimento foi tarefa realizada por abnegados companheiros das atividades espíritas, quando no ano de 1989 criaram a 1ª Semana Espírita de Mossoró, o maior evento de divulgação da doutrina, na região Oeste do nosso Estado.

Recomenda-nos o Espírito Emmanuel que a maior caridade que se pode fazer pelo espiritismo é a sua divulgação. Associada a essa afirmativa, recordando os ensinamentos do Cristo: "Façais aos outros tudo que gostarias que os outros vos fizessem", não se poderia deixar de compartilhar esse tesouro tão valioso, que vem dia após dia, amenizando dores, enxugando lágrimas, restaurando a esperança nos corações, restrito a um pequeno grupo. A realização da I Feira de Livros Espíritas, em Mossoró, no ano de 1986, que alcançou a expressiva venda de seiscentos exemplares, indicador relevante para o campo literário numa cidade de interior, foi o primeiro passo para ser dado ênfase a uma socialização mais maciça das diretrizes espiritistas. À época, na cidade já funcionavam três Centros Espíritas: Sociedade Espírita de Mossoró, Centro de Estudos Espíritas Allan Kardec e Centro Espírita Auta de Souza. Atualmente, existem oito, em diversos bairros. Dois anos depois, após participarem do Seminário Espírita de Natal e do Congresso Espírita Internacional, três pioneiros reuniram-se e resolveram colocar em prática a idéia do grande evento. Assim, nos dias compreendidos entre 23 e 28 de outubro de 1989, nasceu a Semana Espírita de Mossoró.

Muito chão percorrido, muitos tabus quebrados através da mensagem consoladora e esclarecedora dos ensinamentos que nos foram transmitidos pelos abnegados Benfeitores Espirituais, eis que chegamos ao 18º ano de disseminação desse grande legado. Entre os dias 23 e 28 do corrente mês, sempre às 20h, no auditório do Hotel Villa Oeste, estará sendo realizada a Semana Espírita de Mossoró, trazendo palestrantes dos mais diversos pontos do país, que abordarão os temas: A Vida de Jesus: A realidade ignorada; A Cura da Depressão pelo Magnetismo; Reencarnação; Imortalidade do Espírito; Comunicabilidade do Espírito e A Era do Espírito.  

Recordando os ensinamentos do Espírito de Verdade, grafado na introdução de O Evangelho Segundo o Espiritismo, "(...)"eu vos digo, em verdade, que são chegados os tempos em que todas as coisas hão de ser restabelecidas no seu verdadeiro sentido, para dissipar as trevas, confundir os orgulhosos e glorificar os justos", convidamos a todos a confraternizarem-se conosco e nos honrarem com suas presenças no nosso evento.



Escrito por Francinaldo às 21h21
[] [envie esta mensagem]



O Profeta: mediunidade em destaque na TV

Mais uma vez assunto relativo à espiritualidade será apresentado em destaque na televisão bra-sileira. Trata-se da mediunidade, tema central da próxima novela da Rede Globo intitulada "O Profeta", cuja estréia está marcada para o dia dezesseis do corrente mês.  Criação de Ivani Ribeiro, foi exibida inicialmente em 1977, na extinta Rede Tupi de Televisão; atualmente reescrita por Walcyr Carrasco, conta a história de Marcos, um médium que decide enriquecer utilizando-se da mediunidade e sofrerá as conseqüências dessa decisão. Para instigar a curiosidade do leitor-telespectador, não trataremos dessas conseqüências agora; preferimos esclarecer primeiramente acerca de médiuns e mediunidade.

Conforme O Livro dos Médiuns, maior tratado acerca do assunto, obra orientada pelos Espíritos e organizada por Allan Kardec, toda pessoa que sente a influência dos Espíritos, em qualquer grau de intensidade, é médium. Essa faculdade é inerente ao homem. Por isso mesmo não constitui privilégio e são raras as pessoas que não a possuem pelo menos em estado rudimentar. Pode-se dizer que todos são mais ou menos médiuns. Usualmente, porém, essa qualificação se aplica somente aos que possuem uma faculdade mediúnica bem caracterizada, que se traduz por efeitos claros de certa intensidade, o que depende de uma fisiologia mais ou menos sensitiva.

O termo médium, que significa intermediário foi criado por Allan Kardec. No passado remoto, os médiuns eram conhecidos como profetas e a Bíblia está recheada de fenômenos mediúnicos, mesmo contra a vontade de alguns mais radicais.

Essa faculdade não se revela em todas as pessoas da mesma maneira. As aptidões se revelam em variedades diversas de fenômenos. As principais são: médiuns de efeitos físicos, aqueles aptos a produzirem movimentos de corpos inertes, ruídos; médiuns sensitivos, pessoas capazes de sentir a presença dos Espíritos por uma vaga impressão, uma espécie de arrepios que não se sabe o que seja; médiuns auditivos, que ouvem a voz dos Espíritos; médiuns falantes ou psicofônicos, nos quais os Espíritos agem sobre os órgãos vocais; médiuns videntes, dotados da capacidade de ver os Espíritos, estando perfeitamente acordados; médiuns curadores, médiuns pneumatógrafos, que obtêm a escrita direta sem uso de lápis, essa muito rara; médiuns psicógrafos, os que escrevem por influência dos Espíritos, tendo essa categoria diversas subdivisões, dada a grande variedade de formas como se processa.

Conforme nos lembra o Espírito Joanna de Ângelis através da psicografia de Divaldo Franco, a mediunidade, superando as difamações de que foi vítima, passou a ocupar seu legítimo lugar, recebendo das modernas ciências psíquicas, psicológicas e parapsicológicas, o respeito e o estudo que lhe desdobram os meios, contribuindo com abençoados recursos de que a psiquiatria pode se utilizar, como outros ramos das Ciências, para solucionar um sem-número de problemas físicos, emocionais, psíquicos, sociais que afligem a moderna e atormentada sociedade.



Escrito por Francinaldo às 21h20
[] [envie esta mensagem]



Professor Rivail: um homem, uma missão

No dia 3 de outubro de 1804 nascia em Lyon, França, Hippolyte Léon Denizard Rivail. A começar do berço, recebeu educação primorosa. Desde a juventude, sentiu-se atraído para a Ciência e a Filosofia. Fez os primeiros estudos em Lyon e enriqueceu sua bagagem de conhecimentos em Yverdon, Suíça, com o célebre professor Pestalozzi, de quem cedo se tornou um dos mais eminentes discípulos. No Instituto Pestalozzi desenvolveu as idéias progressistas do Positivismo, que o colocariam mais tarde no rol dos mais célebres livres pensadores que a humanidade conheceu.  Voltou à França, bacharelado em Letras e Ciências. Em Paris, fundou uma instituição de ensino, onde ministrava Química, Física, Astronomia e Anatomia Comparada. Não cobrava daqueles que não podiam pagar, revelando, desde cedo, seu caráter humanitário.

Publicou uma rica série de obras na área de educação, principalmente versando sobre matemática e gramática francesa, numa demonstração de rara versatilidade, iniciando, aos 20 anos de idade, com a edição do Curso Prático Teórico de Aritmética. Várias de suas respeitadas obras foram integradas ao currículo de estudos da Universidade de França.

De temperamento cético e sem instinto poético nem romanesco, todo inclinado ao método, à ordem, à disciplina mental, praticava, na palavra escrita e falada, a precisão, a nitidez, a simplicidade, dentro de um vernáculo perfeito, livre de excessos. O filósofo e escritor Camille Flammarion denominou-o de o bom senso encarnado.

Mas, uma surpresa o aguardava. Após cinqüenta anos de preparação acadêmica e moral, o professor Rivail seria convocado pela espiritualidade para codificar a Doutrina Espírita.

Tendo ouvido falar nos fenômenos das mesas girantes que respondiam as perguntas que lhes eram dirigidas, procurou conhecê-los de perto e analisá-los profundamente. Numa noite, manifestou-se o Espírito Zéfiro, declarando-se seu Espírito Protetor. Confessou-lhe que o houvera conhecido numa existência anterior, no tempo dos Druidas, na Gália, quando Rivail se chamava Allan Kardec, revelando-lhe a missão para a qual havia sido escolhido.

O professor Rivail comparecia a cada sessão com uma série de questões preparadas e metodicamente dispostas; eram respondidas com precisão, profundeza e de modo lógico. Diversos médiuns foram utilizados para confirmação das orientações espirituais. Era indispensável que nada ficasse incorreto, obscuro, duvidoso. O mestre lionês tinha plena consciência do alcance moral da nova doutrina e de sua missão.

Em virtude de seu nome ser muito conhecido e respeitado pela comunidade científica, quando da publicação da obra, o professor Rivail optou por assinar como Allan Kardec. Tal foi o sucesso, que a primeira edição rapidamente se esgotou. Além de O Livro dos Espíritos, codificou também O Livro dos Médiuns, O Evangelho Segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno, e A Gênese.

Hippolyte Leon Denizard Rivail - Allan Kardec - faleceu em Paris, em 31 de março de 1869, na idade de 65 anos, sucumbindo da ruptura de um aneurisma. Unânimes sentimentos acolheram a dolorosa notícia, e numerosíssima concorrência acompanhou ao cemitério Père Lachaise em Paris, sua derradeira morada, os despojos mortais daquele que fora Allan Kardec, daquele que, através dos tempos, brilhará como um meteoro fulgurante na aurora do Espiritismo (fonte: Federação Espírita Brasileira).



Escrito por Francinaldo às 21h19
[] [envie esta mensagem]



O franciscano

Os fiéis servidores de Jesus, independente de terem sido adeptos dessa ou daquela denominação religiosa, após atravessarem os portais da morte, continuam tarefeiros incansáveis em favor dos que necessitam. Um belíssimo exemplo disso nos é contado pelo médium Divaldo Pereira Franco, que com a sua faculdade de vidência - capacidade de ver espíritos em estado normal, perfeitamente acordado -, presenciou cenas inesquecíveis, que foram grafadas por Sueli Caldas Schubert, na obra O Semeador de Estrelas.

Em Salvador (BA) há três praças conjugadas no Centro Histórico: Praça da Sé, Terreiro de Jesus e a de São Francisco, lugar bem popular onde ficam cantadores, vendedores ambulantes, muita balbúrdia. Certa vez, de passagem pela porta da catedral logo ali, Divaldo olhou e viu um sacerdote franciscano já desencarnado, que o chamou, convidando-o a entrar na igreja. O sacerdote explicou-lhe que desde que morrera, pediu a Deus a felicidade de resgatar almas que estavam sendo afogadas no mar das paixões e que sua tarefa era ficar na porta da catedral para inspirar na recuperação os que estavam à beira de um compromisso negativo. Mostrou-lhe uma senhora ajoelhada, que chorava muito. "- Esta alma estava caminhando para o bordel. Ela passou por aqui e quando viu a igreja, imediatamente teve um conflito, porque ela ia em busca de aventura, dominada pelo vício". Nesse ligeiro conflito, o franciscano a envolveu em vibrações que provocaram saudades do tempo em que freqüentava a igreja, fazendo-a dar-se conta o quanto andava afastada de Deus. Aplicou-lhe energias espirituais revigorantes, que a fizeram cochilar um pouco, de forma a permanecer um pouco mais, beneficiando-se dos bons fluidos do ambiente.

Em seguida, outra pessoa atormentada que também seguia para o bordel já seguida de um acompanhante conquistador, passando em frente a catedral, foi inspirada pelo franciscano a entrar. Olhou para a companhia e pediu que esperasse. Adentrou à igreja e, postando-se de joelhos, passou a reflexionar sobre sua própria vida. Como demorara um pouco, o acompanhante que ficara a certa distância, foi inspirado pelo sacerdote a ir embora.

Periodicamente Divaldo voltava lá para ver a terapêutica que quase ninguém conhecia. Três a quatro meses depois o franciscano o informou que seria substituído por dois outros recém-desencarnados. Dali em diante iria trabalhar na área dos prostíbulos, com o intuito de evitar quedas de moças inexperientes. Os dois substitutos, jovens franciscanos, continuam lá há vários anos.

O relato de Divaldo Franco, nos mostra que o resgate de almas é feito ininterrupto em quaisquer situações e lugares, independente do nosso credo religioso. É uma programação do mundo espiritual agindo para o bem e nos dando uma amostra do modos de agir da Divina Misericórdia.



Escrito por Francinaldo às 21h18
[] [envie esta mensagem]



Depois da vida

Muitas pessoas excessivamente apegadas à matéria acreditam que tudo na vida se resume simplesmente a insaciável luta pelo ter. Fecham-se no seu egoísmo e nas suas vaidades, cerrando os olhos para o amanhã que nos acolherá no mundo espiritual, através do fenômeno natural da morte que nos liberta do corpo físico. Tal vida, tal morte; semeadura livre, colheita obrigatória. Que tesouros estamos acumulando? O nosso juiz será nossa própria consciência, assim nos dizem os que partiram antes. Vejamos o relato de um espírito, que nos foi transmitido através da mediunidade psicofônica (espírito utiliza-se do aparelho fonador do médium) de Divaldo Franco, mostrando sua condição de felicidade, registrado na obra Depois da Vida.

Relata o Espírito que constituiu família de braços com a crença restauradora da Doutrina Espírita e com as lutas pelo aperfeiçoamento moral. O organismo ao passar dos anos chegou na idade madura enfraquecido, apresentando problemas circulatórios, visão deficiente, a fala com limitações, no entanto, o Espírito ativo e corajoso. Quando a morte o libertou da carcaça física, abriu-lhe os horizontes da imortalidade, com muita alegria, pois o breve exílio no mundo físico chagara ao fim, anunciando-lhe uma jornada de liberdade. As consolações que fizera, as lágrimas contidas e a resignação preservada nos momentos mais difíceis  durante a jornada na vida física desabrochavam em sorrisos, sem sombras pelo caminho. A pobreza no lar, confiantemente aceita e vivida com alegria, era agora a fortuna que se manifesta como abundância interior de paz e nenhuma saudade dos valores materiais, que enferrujam e perdem-se. O filho querido que partira antes, agora o aguardava para o reencontro, de braços abertos, a dizer-lhe entre as lágrimas de emoção: "Seja bem-vindo, papai, de retorno à casa." "Hoje, com a família reconstituída, olhamos os três para o futuro - esposa, filho e eu - , bendizendo a fé que nos enriqueceu de esperança e se manifestou na luz da caridade para com o próximo, conseqüentemente para nós mesmos. (...) Enquanto o homem não resolver despojar-se dos adornos, aprendendo a valorizar o que realmente é de importância em detrimento das distorções e dos equívocos, não aprenderá o significado real da existência, vivendo as oscilações de amargura, do riso e das expectativas que se desfazem como a névoa.

Neste breve resumo do Espírito Antônio Tourinho, que juntamente com a família, até a desencarnação,  foram dedicados trabalhadores do Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador (BA), ele não pretende sugerir que se viva, na Terra, o reino da tristeza e do desconforto. Pelo contrário, é desejável que a alegria pulse nos corações e que as concessões da ciência e do conhecimento sejam bem utilizadas. O Espírito se refere à escola dos valores legítimos em que os usos, os costumes e as coisas signifiquem mordomias que passam, objetivando as realidades que permanecem.



Escrito por Francinaldo às 19h24
[] [envie esta mensagem]



Brasil, coração do mundo

"Ama, com fé e orgulho a terra em que nasceste! / Criança! Não verás nenhum país como este!" Assim escreveu o poeta Olavo Bilac, numa demonstração de amor ao país, ensinando outras pessoas a fazerem o mesmo. Brasil, coração do mundo, Pátria do Evangelho é a denominação dada pelo Espírito Humberto de Campos na obra homônima, psicografada em 1938 pelo médium Francisco Cândido Xavier, que esclarece as origens remotas da formação da Pátria do Evangelho, objetivando mostrar a missão evangélica do nosso país, desconhecida pela maioria das pessoas.

Na quarta parte do século XIV, o Mestre ao visitar a Terra, sentiu tristeza vendo a incompreensão dos homens no que se referia às lições do Seu Evangelho. Por toda a parte, lutas e assassinatos ao invés da recomendação de que se amassem como irmãos. O Espírito Helil, encarregado dos problemas sociológicos da Terra, sugeriu que visitassem então os continentes ignorados onde espíritos jovens e simples aguardavam a semente de uma nova vida. Nessas terras, Jesus poderia instalar o pensamento cristão, dentro das doutrinas do amor e da liberdade. Visitando esse recanto onde habitavam silvícolas humildes e simples, aguardando uma nova era com o seu potencial de energia e bondade, Jesus, conforme narra o Espírito Humberto de Campos, "transplantou da Palestina para a região do Cruzeiro a árvore magnânima do seu Evangelho a fim de que os seus rebentos delicados florescessem de novo, frutificando em obras de amor para todas as criaturas". Historiadores mais profundos encontram esse ponto de partida na passagem do evangelista Mateus (21:43) quando sacerdotes no templo de Jerusalém questionavam a autoridade de Jesus, e Ele destacou: "Por isso é que vos declaro que tirado vos será o reino de Deus, e será dado a um povo que produza os frutos dele".

Nos afirma o tribuno espírita Divaldo Pereira Franco que a missão do Brasil não é a de sermos todos maravilhosamente  ricos; é a de sermos maravilhosamente espiritualizados. Para isso, a Doutrina Espírita vem dando grandiosa colaboração. Não por acaso, somos hoje a maior nação espírita da Terra. O Espiritismo surgido na França no século XIX, foi transferido para o Brasil e daqui divulgado para o mundo. Na obra Árdua Ascensão psicografada pelo médium Divaldo Franco, o Espírito Victor Hugo relata o porquê dessa transferência: o país é destituído de débitos coletivos mais graves, pesando na nossa "economia evolutiva" a escravidão negra e a guerra do Paraguai.

 Mesmo diante de tantas crises sociais como a violência e a corrupção que afligem o país, fatores que colocam em risco nossa predestinação de coração do mundo e Pátria do Evangelho, Humberto de Campos nos estimula: "Consideremos o valor espiritual do nosso grande destino! Engrandeçamos a pátria no cumprimento do dever e da ordem e traduzamos a nossa dedicação mediante o trabalho honesto pela sua grandeza". Diante do poder precário e transitório dos homens estejamos unidos numa aliança de fraternidade e paz indestrutível, marchando sempre, com a educação e com a fé de realização, "ao encontro do Brasil, na sua admirável espiritualidade e na sua grandeza imperecível".



Escrito por Francinaldo às 19h23
[] [envie esta mensagem]



Independência do Brasil: programação espiritual

Não que sejamos marionetes, pois a decisão sempre será de cada um, mas os espíritos influem na nossa vida muito mais do que imaginamos, desde os pequenos detalhes a grandiosos fatos históricos que mudaram rumos de nações. Assim também se deu com a independência no nosso país, conforme nos mostra o Espírito Humberto de Campos na obra Brasil Coração do Mundo, Pátria do Evangelho, psicografada pelo médium Chico Xavier.

Narra Humberto de Campos que apesar do movimento de emancipação percorrer todos os departamentos de atividades políticas da pátria, era no Rio de Janeiro que fervilhavam as idéias de liberdade e os espíritos desenvolviam suas ações junto de todos os indivíduos, preparando a fase final do trabalho da independência, através dos processos pacíficos. Os patriotas viam no Príncipe D. Pedro I, a pessoa que deveria exercer o papel de libertador, mas este hesitava em optar pela decisão da separação definitiva, considerando as tradições e laços de família. Ordens rigorosas vieram de Portugal determinando o regresso de D. Pedro I, porém sob a assistência e estímulo da equipe do Espírito Ismael mentor espiritual do nosso país, no dia 9 de janeiro de 1822, o Príncipe completou a obra de emancipação política do Brasil, prometendo ao povo que aqui ficaria, contrariando as decisões da Corte de Lisboa. Reagindo a essa decisão , Jorge de Avilez, comandante das  tropas fiéis a Lisboa, ameaçou abrir luta com os brasileiros, ocupando o Morro do Castelo. Diante do ocorrido,  o povo carioca incorporou-se às tropas brasileiras e se postou contra o inimigo. Nova intervenção do Espírito Ismael, e Avilez, sem um tiro, obedeceu à intimação de D. Pedro I e retirou-se com suas tropas.

D. Pedro encontrava-se em viagem a São Paulo a fim de unificar o sentimento geral em favor da independência e comemorando o acontecimento, as entidades espirituais sob a direção do Espírito Ismael reuniam-se no Colégio de Piratininga, ouvindo deste que a independência  já se encontrava definitivamente proclamada desde 1808, porém em virtude dos últimos acontecimentos e para não quebrar os costumes terrenos, foi escolhida uma data para assinalar essa liberdade. Dirigindo-se ao Espírito Tiradentes, presente no conclave, comunicou-lhe que ele acompanharia o imperador em seu regresso ao Rio e ainda nas terras paulistas auxiliaria seu coração no grito de liberdade. Às margens do Ipiranga, D. Pedro I sem suspeitar que era instrumento de um emissário espiritual que velava pela nossa pátria, deixou escapar o grito de "Independência ou Morte".

Eis porque o dia 7 de setembro passou à nossa memória como o Dia da Pátria. Esse fato, despercebido da maioria dos estudiosos, representa a adesão intuitiva do povo aos elevados desígnios do mundo espiritual.



Escrito por Francinaldo às 19h21
[] [envie esta mensagem]



O médico dos pobres

"Um médico não tem o direito de terminar uma refeição, nem de perguntar se é longe ou perto, quando um aflito qualquer lhe bate a porta", escreveu o missionário divino Dr. Adolfo Bezerra de Menezes, nascido no dia 29 de agosto de 1831, na cidade de Riacho de Sangue, hoje Jaguaretama (CE). Sempre persistindo no bem e na solidariedade, com esforço e dedicação, alcançou as condições de médico, jornalista e político. No ano de 1875 iniciou estudos acerca do espiritismo, aderindo à doutrina em 1886. Presença marcante no movimento espírita, chegou a presidência da Federação Espírita Brasileira. Em comemoração aos cento e setenta e cinco anos do seu nascimento, relataremos a seguir um pouco da história desse grande benfeitor, colhida na obra de Ramiro Gama, intitulada Lindos Casos de Bezerra de Menezes.

Não se preocupava com dinheiro. Era-lhe apenas um meio e não um fim. No consultório, quem tinha posses pagava o atendimento. Mas na sua casa, receitava os que não podia pagar. Bastava ver um faminto, um sofredor à sua frente e lhe dava tudo o que tinha nos bolsos. E, quando não tinha de dinheiro, dava algo de si: um abraço, um olhar, uma prece. Dava o que possuía. Certa feita, um pai de família pede-lhe chorando uma ajuda em dinheiro para fazer o sepultamento de sua esposa, que havia falecido deixando-lhe os filhos menores doentes e famintos. Bezerra procurou algo nos bolsos e nada encontrou. Comoveu-se. E sua comoção era uma prece. Desapegado das coisas materiais, tirou do dedo o anel de médico e o entregou ao pedinte, dizendo-lhe com carinho e humildade: - Venda-o e com o dinheiro apurado enterre o corpo de sua mulher e depois compre o que precisa. São incontáveis as situações nas quais Bezerra sempre praticou os ensinamentos de Jesus. Seus últimos momentos dão-nos lições comovedoras e instrutivas, revelando sua confiança no Divino Mestre, na missão cumprida, no dever realizado. Sentindo que se aproximava o momento de seu desencarne, pediu que o ajudassem a levantar-se um pouco e, com a cabeça erguida, olhos voltados para o alto, assim orou baixinho entre lágrimas à Virgem Santíssima, para que intercedesse pelos "meus irmãos que ficam, por esses pobres amigos, doentes do corpo e da alma, que aqui vieram buscar no teu humílimo servo uma migalha de conforto e de amor. Assiste-os, por caridade, dá-lhes, Senhora, Tua paz, a paz do Cordeiro de Deus, Nosso Senhor Jesus Cristo! Louvado seja Teu nome. Louvado seja o nome de Jesus! Louvado seja Deus!" E desencarnou. No seu enterro, gente de toda a cidade do Rio de Janeiro, especialmente dos morros, das favelas, gente humilde, gente descalça, maltrapilha, que ali se misturava com outra gente rica e poderosa. E todos choravam como se tivessem se separado de um pai, do maior de seus amigos!

Bezerra de Menezes foi recebido no mundo espiritual por uma assembléia agradecida, pelos benefícios e consolos que proporcionou. Continua tarefeiro incansável, atendendo e iluminando seus irmãos terrestres.



Escrito por Francinaldo às 19h21
[] [envie esta mensagem]



Provas de Chico Xavier

Quem conhece apenas superficial-mente a vida e o grandioso trabalho do saudoso médium Francisco Cân-dido Xavier, não imagina a que tipos de provações ele foi submetido. De tentativa de homicídio a testes de céticos que lhe duvidavam da faculdade de contato com o mundo espiritual, a todas, magistralmente soube enfrentar, mantendo a tranqüilidade e meiguice que lhes eram próprias. Um dos casos do qual se tem conhecimento foi a tentativa do jornalista Clementino de Alencar, do jornal O Globo, de desmascará-lo.

Em maio de 1935, chega a cidade de Pedro Leopoldo (MG), o correspondente do jornal O Globo Clementino de Alencar. Trazia a idéia fixa de desmascarar aquele a quem alguns difamavam chamando de "a fraude mineira". Tendo a oportunidade de participar de uma reunião no Centro Espírita Luiz Gonzaga, sentou-se ao lado de Chico para observar de perto o deslizar de sua mão sobre o papel. O lápis percorria a folha da esquerda para a direita, grafando frases em inglês que só poderiam ser lidas com a ajuda de um espelho ou contra a luz, ao que denomina-se de escrita especular. Ressaltamos um detalhe: Chico estudou apenas o primário e não sabia inglês. A belíssima mensagem foi publicada no citado jornal, porém o jornalista na sua postura cética, preferiu dar mais atenção a um erro de gramática da língua inglesa. Após a mensagem em inglês, um poema assinado por Olavo Bilac, intitulado "Aos Descrentes", foi psicografado pelo médium: "Vós que seguis a turba desvairada / As hostes dos descrentes e dos loucos / Que de olhos fechados e ouvidos moucos / Estão longe da senda iluminada / Retrocedei dos vossos mundos ocos". O repórter resolveu submeter Chico a vários testes e este aceitou o desafio. Uma difícil pergunta sobre economia, elaborada por um gerente de banco, foi submetida aos espíritos. A resposta veio à altura, com assinatura de Joaquim Pedro d`Oliveira Martins, um português falecido em 1894, que fora deputado, ministro da Fazenda e membro da Academia de Ciências de Lisboa. Diante dos fatos, o repórter não teve outra saída senão publicar que estava cada vez mais remota a possibilidade de fraude, por parte de Chico Xavier, porém precisava de mais  evidências. Passou a  fazer perguntas em inglês as quais o  Espírito Emmanuel, mentor de Chico, respondia em bom português, porém como não se convencia, começou a enviar insistentes mensagens mentais, solicitando respostas naquela língua estrangeira. Quando estava quase retomando de vez sua incredulidade, vierem dezoito linhas em inglês, e o repórter desmoronou. Daí em diante, passou a produzir notícias que atraíram caravanas a Pedro Leopoldo.

Não é por deixarmos de acreditar nos fatos que eles inexistem, prezado leitor. O contato com os que estão do outro lado da vida através da mediunidade - faculdade fisiológica do homem independente da sua crença e em diferentes graus -, é uma realidade de todas as épocas da humanidade. O trabalho mediúnico sério, é intercâmbio abençoado entre os dois mundos e tem contribuído em larga escala para  mudança de atitudes que levam o homem ao crescimento moral e espiritual.



Escrito por Francinaldo às 19h20
[] [envie esta mensagem]



Que é Deus?

Concordo com a afirmativa do jornalista Cid Augusto, publicada há alguns dias aqui no O Mossoroense, de que não se pode resumir Deus a um compromisso social, a um fantoche manipulado para atender conveniências e de que a crença n`Ele  é intimo de cada pessoa, independente de sua classe social, cultural ou religiosa. Rotineiramente, muitos têm procurado fazer dEle propriedade privada, ou igualá-lo a ainda pouco evoluída personalidade humana, através da equivocada interpretação de que somos sua imagem e semelhança.

Iniciando a codificação da Doutrina Espírita, Allan Kardec indaga aos espíritos, seus autores, acerca da divindade, evitando incorrer no equívoco de personificá-lo, sabiamente perguntando-lhes que é Deus, ao invés de quem é Deus. Obtém como resposta que Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas. Afirmam também os Benfeitores que o sentimento íntimo que temos da existência de Deus não poderia ser fruto da educação ou de idéias adquiridas, pois se assim o fosse não existiria nos selvagens, por exemplo. Nem adianta também o homem querer compreender a natureza íntima de Deus, pois lhe falta para isso o sentido e só poderá compreender um dia o mistério da divindade quanto não mais tiver o espírito ofuscado pela matéria e houver, pelo seu aperfeiçoamento, se aproximado de Deus. O que podemos é formar idéia de alguns de seus atributos, como eterno, imutável, imaterial, único, onipotente e soberanamente justo e bom. Observando-se atentamente esse último, percebe-se o equivoco de interpretações quando se lê a bíblia sem atentar para a distinção entre o Deus de Moisés que em algumas passagens o apresenta com atitudes tresloucadas, e o Deus apresentado por Jesus. Vejamos. Em Gênesis 6:5-7 há expressão de violência e fúria, tipicamente humanas, afirmando que iria exterminar todos os homens e animais. No Levítico 1:14-17 promove um repulsivo holocausto. Seria uma contradição com o quinto mandamento, não matarás. O Deus mosaico tinha uma lei cruel de olho por olho dente por dente. Jesus, percebendo  o equívoco rebateu mansamente: "Aprendestes que foi dito: "Amareis o vosso próximo e odiareis os vossos inimigos." Eu, porém, vos digo: "Amai os vossos inimigos; fazei o bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos perseguem e caluniam(...)" (Mt 5:43-44). (...) "assim sereis filho do Altíssimo porque Ele é bondoso para com os ingratos e maus" (Lc 6:35).

O que se percebe no Deus apresentado por Moisés é a personalidade do legislador, ditando leis e normas compatíveis com o entendimento dos povos da época, onde o respeito era obtido através da imposição pela força, por isso as leis mosaicas tiveram um caráter transitório. Jesus na sua passagem pela Terra, afirmando que não veio destruir a lei mas, dar-lhe cumprimento, dando-lhe uma apresentação adequada aos homens do Seu tempo, resumiu os dez mandamentos em dois: "Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, este é o maior e o primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Estes dois contêm toda a lei e os profetas."  Nos mostrou um Deus soberanamente justo, perfeito e bom, revelado tanto nas pequeninas coisas, como nas maiores, de modo que não se duvide nem da justiça nem da bondade do Pai.



Escrito por Francinaldo às 19h19
[] [envie esta mensagem]



O que estamos fazendo?

Em meio às constantes batalhas e tribulações do dia-a-dia de todos, surgem oportunidades de doarmos um pouco de nós a quem está em situação dorida. Uns esquivam-se daqui e dali utilizando-se das mais diversas desculpas. Outros, mesmo atarefados, muitas vezes deixando de lado suas próprias dores, doam-se a fazer um pouco mais. Uma situação que tinha tudo para ser resolvida com uma simples resposta do tipo "sentimos muito, mas não será possível atendê-la" foi transformada em exemplo de valorização do ser humano e amor ao próximo.

O pequeno Billy, em estado terminal vitimado por leucemia, encontrava-se internado na UTI de um hospital com perspectiva de vida para mais cinco dias. Ciente desse fato, com a voz quase sumida dizia à sua mãe: - Que pena, eu queria ser bombeiro para salvar vidas...No Corpo de Bombeiros voluntários de Los Angeles (EUA), o telefone toca na sala do comandante e esse ouve uma voz trêmula  que lhe relata todo o seu drama, pedindo-lhe que se possível, mande um bombeiro fardado para conversar um pouco com o seu filho Billy que está às portas da morte. - Eu farei mais. O proíbo de morrer até quarta-feira da próxima semana, porque nesse dia irei diplomar novos bombeiros e farei dele um bombeiro também. Sabendo da novidade, os olhos de Billy brilhavam e superando todos as previsões médicas, ele resiste até o dia da formatura, e é levado em uma ambulância até a corporação, sendo diplomado e em seguida é visto por todos ajudando a apagar um incêndio de pequenas proporções. Três dias depois entra em coma. A mãe novamente liga para o comandante pedindo que envie alguém para que esteja com Billy quando ele morrer. - Faremos mais! Avise à direção do hospital que estamos indo com as sirenes ligadas. Pouco depois onze bombeiros entraram pela janela do seu quarto. - Bombeiro Billy, disse o comandante olhando nos seus olhos - esta é a sua última grande missão: vá e diga ao Grande Chefe que estamos à sua disposição aqui na Terra. Vá em paz, Deus o abençoe. Ouve-se o corneteiro tocar a Canção do Adeus. Fez-se silêncio.

Esta história que nos foi contada pelo médium Divaldo Franco em um dos seus seminários, nos mostra o ato humanitário de um homem que talvez nem tivesse alguma preocupação com religião, mas que soube tão bem praticar os ensinamentos do Mestre, não se limitando a fazer o que lhe seria mais prático. São exemplos como esse que serve de alerta para todos nós que nos dizemos cristãos, conduzindo-nos a uma viagem interior rebuscando nossa condição de honestos, compreensivos, solidários, lembrando sempre uma das sábias recomendações de Jesus, para que façamos ao próximo, tudo que gostaríamos que ele nos fizesse.



Escrito por Francinaldo às 19h07
[] [envie esta mensagem]



A rediviva de Magdala

Rediviva, substantivo feminino que se emprega para a rosa-de-jericó, uma erva dos desertos da Arábia, espécie seca que o vento faz rolar a longas distâncias, basta receber chuva para que reviva e abra seus ramos frutíferos. Utilizando-se desse substantivo, o espírito Amélia Rodrigues através da psicografia do médium Divaldo Pereira Franco, na obra Primícias do Reino, nos relata de forma poética e emocionante, toda a transformação que se realizou em Maria de Magdala após seu encontro com o Mestre Jesus.

Sentada a entrada do sepulcro, a emoção desdobrando-se em lágrimas, a inquietação tomando proporções de desespero, ela tentava presumir para onde O tinham levado e porquê. De repente, um homem lhe perguntou: "- Mulher, por que choras? Quem buscas?" Foi dominada pelo deslumbramento. O Mestre vivia e ali estava, radioso como a madrugada nascente. Correu para o cenáculo, comunicar o acontecimento. Alguém dentre os que ali se encontravam duvidou de pronto, dizendo não ser possível Ele aparecer justamente a ela. Esta última afirmação foi como uma punhalada cruel. Mentalmente refez todos os caminhos longos e tortuosos percorridos.

Magdala era um centro de comércio e indústria, onde além de viajantes ilustres a realizarem bons negócios, pousavam também aventureiros e cortesãs. Depois de dolorosas e rudes experiências, ela conseguira adquirir luxuoso palacete, onde recepcionava os homens mais requisitados. Era muito jovem e sedutora, atraindo compradores ricos que a disputavam. Mas a sua condição de mulher rica não lhe mudava o caráter de pobre meretriz. Sofria grande amargura. Tinha ânsia de paz e desejava um amor que fosse feito de paz e ternura. Ouvindo falar em um Rabi que oferecia paz perene e libertação total, foi ao encontro dele. Uma alegria nova dominou-lhe o espírito aturdido e sofredor, quando o Mestre lhe falou com doçura: "Os teus pecados estão perdoados... vai-te em paz! Desfez-se da sujeição das posses e dos prazeres transitórios do mundo e desapareceu de Magdala. Todas as tardes, porém, na multidão, ajudando crianças enfermas, oferecendo olhos a cegos e mãos a trôpegos, arrependida e ansiosa pela própria renovação total, pôs-se a seguir a Jesus, por onde Ele fosse. Abriu os olhos marcados pelas lágrimas ante as recordações, sendo confortada com ternura por Maria mãe de Jesus que também lá se encontrava.

 Depois de lutas tiranizantes consigo mesma, experimentou a solidão e o abandono, quando todos se foram a pregar e viver a mensagem do Cristo. Estando a sós e andando sem rumo pelas praias longas, encontrou leprosos que vinham de longe buscar socorro nas mãos Dele; como chegassem tarde, abraçou-os como irmãos, partiu com eles  e, diariamente, transmitia aos novos amigos os ensinamentos de Jesus. Em breve tempo as lesões da lepra tomaram-lhe conta da pele, mas não tinha motivo para lamentações. A emissária do Evangelho envolvia os companheiros de sofrimento material no seu carinho.

Como nos narra a benfeitora Amélia Rodrigues, rediviva desde quando O conhecera, ao morrer às portas da cidade de Éfeso, Maria de Magdala, foi recolhida na espiritualidade por Jesus, ela cuja experiência e amor total ao Mestre são lições vivas, vencendo os séculos.



Escrito por Francinaldo às 19h06
[] [envie esta mensagem]



A viagem

Lançando mão diariamente do velho videocassete tive a oportunidade pela primeira vez  de acompanhar  cada capítulo da novela A Viagem, analisando-os sob a ótica espírita. Inspirada na obra Nosso Lar,  do Espírito André Luiz, e psicografada por Chico Xavier, foi ao ar pela primeira vez em 1975 através da extinta Rede Tupi de Televisão. Sua autora Ivani Ribeiro a reescreveu em 1994, quando foi exibida pela Rede Globo e reprisada em 1997. A Viagem foi a novela mais vista da década de 90 no horário das 19h. Sua média geral foi de 52 pontos, coisa rara no horário.  Esse sucesso todo se dá em virtude da legião que acredita, ou de curiosos acerca do mundo espiritual. Foi um programa de entretenimento com um chamamento para a realidade. Mostrou processos obsessivos causados por espírito rebelde e vingativo, vale das sombras, colônia espiritual, mas como o título sugere, a viagem que todos faremos mais cedo ou mais tarde. E é sobre ela que gostaria de apresentar algumas reflexões.

Conforme nos lembra o Espírito Joanna de Angelis, através da psicografia do médium Divaldo Franco (livro: Oferenda), mesmo quando aguardada ou almejada, constitui surpresa, graças ao convite vigoroso que faz em relação a  única realidade de que ninguém pode se eximir: a imortalidade! Sorrateira, arrebata os afetos e leva embora os adversários. Enigmática, transfere os seres para um outro estágio de vida, mas não os aniquila. Apesar de muita gente duvidar dessa realidade, não é por isso que a vida no além-túmulo deixará de existir. Já dizia o filósofo grego Epiteto: "Pesquisai e achareis, pois tendes a Natureza a vos auxiliar na descoberta da Verdade. Se, entretanto, não vos sentirdes capazes de avançar pelos caminhos que levam a descobri-la, atendei aos que já investigaram".

É natural que haja saudade daqueles a quem amamos e partiram antes de nós, porém não há motivos para desespero, pensando que não mais compartilharemos da sua convivência. No devido tempo, o alegre reencontro se dará no mundo espiritual, conforme nos transmite de fora poética, a música de abertura da novela citada: "Viajei tantos espaços pra você caber assim no meu abraço... Te amo!" Ao invés de nos permitirmos à aflição ou lamentações, Joanna de Ângelis nos recomenda buscar a calma e envolver o ser querido em lembranças felizes, direcionando-lhe pensamentos edificantes e orações consoladoras, pois assim receberão  nossas vibrações de paz e amor que servirão de conforto, diminuindo-lhes também as angústias pela viagem realizada, que por acaso experimentem.

Um recado bastante lúcido nos dá o Espírito Manoel P. Miranda (Temas da Vida e da Morte - psicografia Divaldo Franco): em todas as épocas da trajetória terrestre, são de grandeza para que se medite sobre a morte e se aprenda a morrer, vivendo-se com sabedoria cada momento, despedindo-se das relações infelizes e aspirando-se às conquistas ideais do Espírito. Dessa forma procedendo o homem, nos momentos finais, o seu pensamento trabalhará a futura morada e construirá a roupagem para uma nova reencarnação, na qual poderá concluir o ciclo dos renascimentos corporais, assim se tornando um pleno consquistador.



Escrito por Francinaldo às 19h06
[] [envie esta mensagem]



[ ver mensagens anteriores ]


 


Histórico
05/11/2006 a 11/11/2006
17/09/2006 a 23/09/2006
13/08/2006 a 19/08/2006
12/03/2006 a 18/03/2006
16/10/2005 a 22/10/2005
02/10/2005 a 08/10/2005
04/09/2005 a 10/09/2005
28/08/2005 a 03/09/2005
14/08/2005 a 20/08/2005
12/06/2005 a 18/06/2005
22/05/2005 a 28/05/2005
08/05/2005 a 14/05/2005
24/04/2005 a 30/04/2005
20/03/2005 a 26/03/2005
13/03/2005 a 19/03/2005
20/02/2005 a 26/02/2005
13/02/2005 a 19/02/2005
16/01/2005 a 22/01/2005
09/01/2005 a 15/01/2005
19/12/2004 a 25/12/2004
05/12/2004 a 11/12/2004
21/11/2004 a 27/11/2004
14/11/2004 a 20/11/2004
07/11/2004 a 13/11/2004
31/10/2004 a 06/11/2004


Votação
Dê uma nota para meu blog


Outros sites
UOL - O melhor conteúdo
BOL - E-mail grátis
Tio Colorau